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Mãos ou "mouse"?

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Publicado em: 08/07/2007  |  Design  |  Visualizações: 1.356  |  2 Comentário(s)
Antes de mais nada queria pedir desculpas pela demora em postar um texto novamente, mas nesses últimos meses houveram muitos projetos e também aproveitei para fazer um curso, por isso a minha demora.

Bom, mas vamos lá.

Imaginem finalizar uma arte no CorelDraw 8.
Agora imaginem editar uma fotografia no Photoshop 6.
E fazer uma animação no Flash 5?
Isso significa passado, correto? Correto, mas quem finaliza uma arte, quem edita a fotografia e que pensa na animação é você, e não o programa.
As pessoas tentam mostrar seu potencial exibindo o certificado de um curso da versão mais atualizada do software tal. Pra mim, até agora, isso naõ quer dizer nada.
Deve-se entender que obter conhecimento de um certo programa não confere a ninguém o título de "O Criativo". Simplesmente se consegue acessar de maneira mais rápida certas ferramentas e utilizar alguns recursos atuais que facilitam o processo de criação.
Processo de criação esse que parte da cabeça do criativo e não da tela do pc.
Programas são ferramentas e não mágicos, que como tirar da cartola um coelho, através de um clique dará a tão esperada arte-final.
Não venho dizer que não é legal ter o conhecimento, mas quero enfatizar que não adianta só ter o conhecimento.
Quem cria somos nós.
Imagine a 50 anos atrás quando não se existia computador. Como era o trabalhos dos designers da época?
Colagem, pintura, ilustração e mão na massa.
Com a chegada da informática o processo se tornou muito mais amigável e menos dispendioso, isso não podemos negar, mas a criatividade foi deixada de lado quando junto aos computadores vieram centenas de fontes tipográficas, milhares de clip'arts e zilhões de plug-ins.
E isso acabou criando uma poluição na comunicação visual. Tudo se parece com tudo.
Vamos deixar a preguiça de lado e ao invés de ir direto para a tela do pc imaginar um trabalho, vamos sentar, relaxar, ler, elaborar mentalmente, rascunhar, rascunhar, rascunhar, pintar, apagar, pintar, rascunhar e aí sim vá ao pc usar os programas como ferramentas.
Assim se demonstra o poder criativo e se difere dos modismos atuais da comunicação visual.

Abaixo deixo um trabalho experimental meu e queria ressaltar, a título de exemplo deste texto, que o rastro que passa por trás do celular foi produzido no Photoshop CS2, e depois reproduzido fielmente no Photoshop 4. É claro que com um pouco mais de demora.



Isso explica o fato de que versão atualizada não significa maior poder de criação.

Acreditam? Tentem.
Um abraço e até a próxima,

Eduardo Lima
edudsign@gmail.com



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Nicolas

Publicado em: 08/07/2007 - 17:31

Eae Eduardo. Legal sua coluna, concordo que quem realmente faz a ferramenta "se mexer" é nós, e não feito sozinho, pelo menos não ainda, a criatividade está dentro da cabeça e não do processador. flw

 

Mateus G.

Publicado em: 11/07/2007 - 21:24

Mutio bom! Hoje em dia não se tem um conhecimento como se tinha antigamente. Os progamadores antigamente usavam DOS, atualmente usamos o windows e se quer sabemos como foi feito. Apesar de facilitar, aos poucos vamos nos tornando escravos de ferramentas novas que surgem todos os dias.

 

Autor


Eduardo Lima Eduardo Lima
Eduardo Lima trabalha como designer gráfico atuando no segmento de composição e concepção visual. Gr.


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