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Plano da Qualidade. Que bicho é esse?

Um dos documentos explicitados pela ISO 9001 é o Plano da Qualidade. Ele aparece no requisito 7.1 – Planejamento da realização do produto. Quando aplicado por uma indústria fica fácil definir o conteúdo do Plano da Qualidade (PQ), muitas vezes chamado de Plano de Inspeção e Testes (PIT) ou Plano da Garantia da Qualidade (PGQ).

Um dos documentos explicitados pela ISO 9001 é o Plano da Qualidade. Ele aparece no requisito 7.1 – Planejamento da realização do produto, e é descrito na nota 1 desse requisito:

NOTA 1 Um documento especificando os processos do sistema de gestão da qualidade (incluindo os processos de realização do produto) e os recursos a serem aplicados a um produto, empreendimento ou contrato específico pode ser referenciado como um plano da qualidade.

Vamos dissecar esse bicho!
Quando aplicado por uma indústria fica fácil definir o conteúdo do Plano da Qualidade (PQ), muitas vezes chamado de Plano de Inspeção e Testes (PIT) ou Plano da Garantia da Qualidade (PGQ).

Independente de ser aplicado para produtos ou serviços, ele pode se assemelhar a um cronograma de atividades que inclui todos os eventos de fabricação e de inspeção de um produto ou da realização de um serviço, em ordem cronológica e com um resumo detalhado de quem é responsável por cada etapa, quais as normas, os documentos e procedimentos aplicáveis à realização da etapa, se o cliente (ou um órgão inspetor) pode ou deve intervir ou acompanhar, quais os registros que serão gerados no decorrer dos eventos, critérios de aceitação (onde aplicável)…

Poderá conter também critérios para exclusões aplicáveis, para tratamento de não conformidades, etapas de atividades pós-venda… Ou seja, pode ser um documento bastante complexo! Mas não precisa que seja assim, depende do grau de exigência estabelecido em contrato ou pela própria organização; claro, o que for mais criterioso deve prevalecer.

Eu comparo sua estrutura a uma cebola! As camadas centrais mais importantes e as mais externas relativamente dispensáveis. Já notou como numa cebola as camadas saem mais fácil quanto mais externas são? A casca se solta às vezes por si só até. O centro é mais aderido. Veja:



A norma NBR ISO 10005 trás diretrizes para elaboração de Planos da Qualidade, inclusive com alguns exemplos em seu Anexo A. Só que sua leitura pode deixar um iniciante mais confuso que antes! Ela tenta facilitar as coisas criando uma correspondência de parágrafos com os requisitos da ISO 9001, porém a meu ver sem muito sucesso…

Formas de apresentação do Plano da Qualidade:
Nos modelos que a NBR ISO 10005 apresenta estão fluxogramas, tabelas e um misto dessas duas formas. Ela própria alerta que a forma de apresentação não é relevante e não há um formato mais adequado, isto dependerá do contexto, da complexidade do fornecimento, das situações envolvidas. Lembre-se que o Plano da Qualidade é um documento criado para ser lido e avaliado fora da organização, então o mais importante é sua clareza e objetividade.

Particularmente, prefiro aplicar uma tabela que ofereça todas as informações pertinentes de cada etapa, pois é um formato universalmente aceito.



Assim como na norma, a tabela acima é apenas um exemplo. Você pode incluir ou excluir colunas conforme sua necessidade. O importante é que todos os eventos importantes, documentos envolvidos e responsáveis sejam citados. Tudo de forma clara e cronológica, para facilitar o entendimento pelo cliente!


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