Seria o fim do compartilhamento de arquivos?

Texto que fala sobre o Julgamento do Pirate Bay. Mostra também o fato de como houve a mudança de hábitos sobre a distribuição das mídias da industria fonográfica e como que ela está agindo para impedi...

Publicado em: 7 de maio de 2009  |  Leituras: 1.805  |  Canal: Internet  |  Autor: Nícolas Müller

Como você deve ter acompanhado pelas notícias, o Pirate Bay teve seus diretores presos condenados por “pirataria” e uso indevido de mídias com copyright. Será que a condenação de alguns fará com que todos se amedrontem? Existem dois lados da moeda neste assunto, o primeiro é o fato de a indústria fonográfica ter seus rendimentos reduzidos e por este e exclusivamente este motivo que todo o “caos ocorreu”. O outro lado é o fato de distribuição das mídias estarem mudando, o que trará provavelmente um novo meio de compartilhamento de mídias.




A condenação do Pirate Bay teve repercussão mundial, o fato disto é que milhões de pessoas que utilizam o serviço diariamente não o puderam usar. No ano passado a justiça federal invadiu o data center da empresa e apreenderam centenas de servidores, o que fez com que o site ficasse off-line por apenas alguns dias. O site foi totalmente restaurado em aproximadamente uma semana. Este ano novamente o site foi suspenso, porém agora é a empresa criou um sistema de multiplicação do site em diversas partes do mundo, o que torna quase que impossível a retirada do site do ar. Antes o que levava dias para ser recuperado agora leva horas. Quando o site foi removido do ar, foi divulgado que cerca de 35% do tráfego da Europa havia dissipado em instantes. O Pirate Bay hoje recebe em torno de 1 a 3 milhões de acessos diariamente.

Agora eu lhe pergunto, será que a condenação deles comprometerá a distribuição livre de mídias protegidas por direito autoral? Minha opinião sobre isto é que jamais acontecerá um desuso deste novo meio. Em 1970 quando foi lançado o VCR foi considerado ilegal pelo fato de as pessoas poderem gravar o que a TV transmitia. Tenho em mente que a nova distribuição de mídias pelo meio digital será mais uma fase destas. A fita K7 também foi prejudicial à indústria da música, pois se poderia copiar o que era transmitido pelas rádios.


A indústria e seus rendimentos:


Este é o principal fator pelo qual querem intervir por este novo método de transmissão da informação. Eles pensam que se o usuário de internet puder baixar gratuitamente um filme ele será visto e a pessoa não irá até o cinema pagar para assistir. Eu como usuário e “downloader” posso afirmar que estão totalmente errados quanto a este pensamento. Eu baixo o filme olho e se gostar vou até o cinema olhar novamente, por que em minha casa não tem aquela emoção que somente o cinema proporciona.

Outro lado disto é imagina você um produtor de conteúdo (música, vídeo, programas) tenha trabalhado arduamente para produzir e outras pessoas usufruem de seu trabalho gratuitamente. Você também terá o mesmo pensamento da indústria, não concordas? Então o que fazer para que a mídia seja transmitida de forma que os dois lados (produtor e usuário) possam ter “lucros” com tal? Justamente é esta a grande pergunta que se faz no momento.

A distribuição das mídias está mudando. Assim como o surgimento da fita K7, CD, DVD, estamos agora em uma fase de transição novamente. Acho que a forma de como é usado para compartilhar arquivos já está constituída, que é pelo download gratuito em sites de compartilhamento de arquivos. Precisamos apenas descobrir uma forma de legalizar isto, assim todos ficariam “satisfeitos”.

Em resumo a mudança de como cobrar para distribuir as mídias deve ser iminente pois não haverá mudança pelos hábitos dos usuários que já estão acostumados a usufruir do download.

Abaixo gostaria de apresentar alguns vídeos sobre o Julgamento do Pirate Bay e sobre o assunto abordado neste artigo.





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Autor da matéria
Nícolas Müller

Sou um profissional da área de internet, trabalho como programador, designer e desenvolvedor de sites, faz cerca de 8 anos que estou atuando na área, sendo 5 anos profissionalmente.

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