TV digital: novos riscos à segurança
Fazer compras, efetuar pagamentos ou marcar a consulta médica - tudo isso pelo controle remoto, sem se levantar do sofá. Essas são algumas das promessas da TV digital. Mas assim como caixas eletrônico...
Fazer compras, efetuar pagamentos ou marcar a consulta médica – tudo isso pelo controle remoto, sem se levantar do sofá. Essas são algumas das promessas da TV digital, que começou a ser implantada no Brasil em dezembro de 2007 e ainda não emplacou. Tudo indica que o sistema vá para frente ainda este semestre com a liberação do Ginga, middleware que permite a interatividade e, assim, ações como as listadas acima.
Mas nem tudo é colorido nem com imagem e som em alta definição. Assim como caixas eletrônicos, lojas virtuais e transações via celular, a TV digital deve ser mais um alvo para os piratas virtuais. É o que alertou o CPqD em evento sobre segurança realizado nesta quinta-feira (05/03) em Campinas, interior de São Paulo.
“A TV digital é algo que está em processo [de desenvolvimento]. Ninguém sabe o que será daqui três, cinco ou dez anos”, observa Alexandre Braga, analista de segurança do CPqD. Ele friza, porém, que o sistema tem potencial para incluir grandes parcelas da população e se tornar uma plataforma de diversos serviços, como T-banking, T-commerce ou T-gov. O desafio é garantir a interação sem que isso prejudique os envolvidos.
A preocupação atinge todos as áreas. Os fabricantes e desenvolvedores temem a falsificação de hardwares e softwares; provedores de serviço se preocupam com os chamados “gatos” e o mau uso da rede; provedores de conteúdo se preocupam com a disseminação de cópias sem a observância dos direitos autorais; e o usuário final, claro, com sua privacidade e a proteção total de seus dados.
Braga aponta que a Associação Brasileira de Normas Técnicas já especificou regras para o controle de cópias. E, agora, o que está em discussão são os mecanismos de segurança para os aplicativos. Além disso, Braga sugere que determinados softwares e hardwares venham criptografados para evitar a ação dos criminosos eletrônicos.
“O que recomendamos é que cada fabricante procure um órgão competente para avaliar o grau de segurança de seu equipamento antes de coloca-lo no mercado”, conclui.
Fonte / Autor: B2B MAGAZINE de Thiago Borges
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