A busca pela qualidade está presente em diversas áreas, porém nem todos os ramos da qualidade possuem um estudo aprofundado no Brasil. Uma das áreas em que o controle de qualidade está presente é a Biometria.
O significado da palavra Biometria vem das palavras gregas Bios, que significa “vida” e metron, que significa “medida”. A Biometria é o uso de características físicas, biológicas e únicas dos seres humanos em mecanismos de identificação e autenticação.
A identificação e autenticação de pessoas são essenciais para que haja segurança em sistemas automatizados em redes de computadores.
Os sistemas de segurança biométricos começaram a surgir na segunda metade do século XX, coincidindo com o surgimento de sistemas de computadores. O campo da biometria começou a se desenvolver com maior intensidade a partir dos anos 90 e passou a ter presença em nosso cotidiano no início do século XXI.
Atualmente existem várias tecnologias biométricas, e todas dependem de sensores e/ ou câmeras de vídeo que capturam as informações biométricas e as submetam a um processo de identificação. Todo esse processo deve operar em perfeitas condições, para que os resultados obtidos não sejam comprometidos. É então que se faz necessário um controle de qualidade rigoroso que avalie o quão precisos são tais métodos de segurança.
O conceito de Qualidade evoluiu muito. Em suas origens, a busca pela qualidade aparecia como meio de defesa, porém, com o passar do tempo, a qualidade passou a ser vista como uma arma agressiva de concorrência.
Quando falamos sobre segurança, abordamos o lado da necessidade de proteção de informações secretas e sigilosas, onde qualquer tipo de falha pode causar grandes prejuízos. Por isso o controle de qualidade se torna essencial.
A biometria foi se desenvolvendo e tornou-se um objeto de estudo. Um indicador de sua evolução é o avanço e a preocupação em se criar normas e padrões biométricos, - o que demonstra um sinal de maturidade na indústria. Normas e padrões desempenham um importante papel na vida cotidiana através da definição de tamanhos, configurações, ou protocolos de um determinado produto ou sistema. Especificar as normas de produtos é também definir condições para que não haja erros entre os que utilizam os padrões. Mas por que essas normas e padrões são tão importantes para sistemas Biométricos? Tais normas permitem o desenvolvimento integrado, escalável e soluções robustas que reduzem o custo de desenvolvimento e manutenção do sistema. Normas e padrões biométricos foram, e ainda estão sendo desenvolvidas internacionalmente. Estes esforços estão centrados, principalmente, em três pontos: na criação de um conjunto de padrões para intercâmbio de dados biométricos; no desenvolvimento de normas para promover a interoperabilidade entre diferentes sistemas; e na criação de normas para testes biométricos e para testes de conformidade de padrões biométricos. As normas devem ser tecnologicamente neutras e não favorecer um determinado fornecedor ou modalidade.
As primeiras normas biométricas foram na área da aplicação da lei, onde a necessidade de troca de informações e dados de impressões digitais levaram o US National Bureau of Standards (agora conhecido como NIST – National Institute of Standards and Technology), em 1986, a publicar a primeira norma de padronização (o precursor da atual norma de intercâmbio de impressão digital usada legalmente entre os países).
Desde então, padrões comerciais começaram a surgir e continuam se expandindo e se desenvolvendo.
Autora: Lais Muraca Gurgel
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